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um grau de
parentesco bem próximo, gerando uma série de casamentos
consangüíneos e levando alguns moradores a procurar maridos e
esposas fora da vila.
A economia local é voltada basicamente para subsistência, através da
agricultura familiar e pecuária leiteira em baixa escala. O
ecoturismo tem se mostrado uma alternativa para o
desenvolvimento local, possuindo o vilarejo uma média de 300
habitantes.
A estrada que dá acesso a Lapinha foi construída há pouco mais de dez anos, sendo que os moradores ainda estão se acostumando com o turismo.
A vila possui algumas dezenas de casas e não há ainda infra-estrutura
totalmente adequada para o turismo. Com apenas três pousadas, os campings e casas para alugar são uma boa opção.
A Lapinha possui inúmeras belezas naturais. A região atrai
inúmeros visitantes para conhecer cachoeiras, lagos, grutas,
rios, picos, sítios arqueológicos, fauna, flora e é claro, as
pessoas e sua cultura local.
Cultura
Festas Religiosas
- São Sebastião de 19 a 23 de janeiro. É tradição a comemoração do dia do
padroeiro da Lapinha, “São Sebastião”, o dia de São Pedro, o dia
de Santa Cruz, a festa de Nossa Senhora da Aparecida, a
comemoração do mês de Maria e as festas juninas.
O Batuque
Bastante tradicional no vilarejo, o batuque é realizado semanalmente pelos moradores.
Dança acompanhada de sapateado, palmas e tambor, quando de negros. No batuque de branco, o pandeiro e a viola são tocados. Batuque é o nome que se dá, geralmente, a todas as danças de negros vindos da África.
Batuque - 1) Dança de origem angola-conguense que maior influência desempenhou na folk-dance afro-brasileira. Nas terras de origem, o termo batuque, é o nome de uma dança de caráter geral, onde os negros, em círculo, executam passos, "sapateados" em ritmo marcado com palmas e instrumentos de percussão (atabaques). O batuque consiste num círculo formado pelos dançadores, indo para o meio um preto ou preta,que, depois de executar vários passos, vai dar uma embigada, a que chamam semba, na pessoa que escolhe, a qual vai para o meio do círculo substituindo-o. 2) Competição que mobilizava um par de jogadores, de cada vez. Dado o sinal, estes uniam as pernas firmemente, tendo o cuidado de resguardar os órgãos sexuais. Havia golpes como a ´encruziada`, em que o atacante atirava as duas pernas contra as pernas do adversário, a ´coxa lisa`, em que o jogador golpeava coxa contra coxa, acrescentando ao golpe uma ´rapa`, e o ´baú`, quando as coxas do atacante davam um forte solavanco nas do adversário, bem de frente. Todo o esforço dos jogadores concentrava-se em ficar de pé, sem cair. Se, perdendo o equilíbrio, tombasse, o jogador teria irremediavelmente perdido. Era comum, por isso, ficarem os batuqueiros em ´banda solta`, equilibrados em uma única perna, a outra no ar, tentando voltar à posição primitiva. Luiz Cândido Machado, pai de Mestre Bimba, foi campeão de batuque, luta da qual Bimba utilizou elementos para elaborar a capoeira regional. Como jogo independente, o Batuque já não existe na Bahia. Batuque-Boi - Luta popular, de origem africana, muito praticada nos municípios de Cachoeira e Santo Amaro e capital da Bahia. Executam-na ao som do pandeiro, ganzá, berimbau e cantigas. A tradição indica o batuque como de procedência banto.
Batuqueiro - Praticante da luta "batuque". (Fonte: Aurélio)
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