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A região começou a se desenvolver ainda no século XVIII, desbravada pelos bandeirantes.
A partir do século seguinte, os tropeiros trataram de interligar as áreas povoadas através do comércio, transportando cachaça, rapadura, farinha, etc. em lombos de burro. |
São muitas as histórias sobre a Lapinha, que se perdem entre as mais variadas versões de seus antigos moradores.
A Lapinha foi fundada por apenas três famílias, que trabalhavam em fazendas da região, no
Início do século passado. Até hoje quase todos os moradores possuem um grau de parentesco bem próximo, gerando uma série de casamentos consangüíneos e levando alguns moradores a procurar maridos e esposas fora da vila.
A economia local e voltada basicamente para subsistência, através da agricultura familiar e pecuária
leiteira em baixa escala. O ecoturismo tem se mostrado uma alternativa para o desenvolvimento local.
A estrada que dá acesso a Lapinha foi construída há pouco mais de dez anos, sendo que os moradores ainda estão se acostumando com o turismo.
A vila possui cerca de 70 casas e não há ainda infra-estrutura adequada para o turismo. Com apenas três pousadas, os campings e casas para alugar são uma boa opção.
Cultura
Festas Religiosas
- São Sebastião de 19 a 23 de janeiro.
O Batuque
Bastante tradicional no vilarejo, o batuque é realizado semanalmente pelos moradores.
Dança acompanhada de sapateado, palmas e tambor, quando de negros. No batuque de branco, o pandeiro e a viola são tocados. Batuque é o nome que se dá, geralmente, a todas as danças de negros vindos da África.
Batuque - 1) Dança de origem angola-conguense que maior influência desempenhou na folk-dance afro-brasileira. Nas terras de origem, o termo batuque, é o nome de uma dança de caráter geral, onde os negros, em círculo, executam passos, "sapateados" em ritmo marcado com palmas e instrumentos de percussão (atabaques). O batuque consiste num círculo formado pelos dançadores, indo para o meio um preto ou preta,que, depois de executar vários passos, vai dar uma embigada, a que chamam semba, na pessoa que escolhe, a qual vai para o meio do círculo substituindo-o. 2) Competição que mobilizava um par de jogadores, de cada vez. Dado o sinal, estes uniam as pernas firmemente, tendo o cuidado de resguardar os órgãos sexuais. Havia golpes como a ´encruziada`, em que o atacante atirava as duas pernas contra as pernas do adversário, a ´coxa lisa`, em que o jogador golpeava coxa contra coxa, acrescentando ao golpe uma ´rapa`, e o ´baú`, quando as coxas do atacante davam um forte solavanco nas do adversário, bem de frente. Todo o esforço dos jogadores concentrava-se em ficar de pé, sem cair. Se, perdendo o equilíbrio, tombasse, o jogador teria irremediavelmente perdido. Era comum, por isso, ficarem os batuqueiros em ´banda solta`, equilibrados em uma única perna, a outra no ar, tentando voltar à posição primitiva. Luiz Cândido Machado, pai de Mestre Bimba, foi campeão de batuque, luta da qual Bimba utilizou elementos para elaborar a capoeira regional. Como jogo independente, o Batuque já não existe na Bahia. Batuque-Boi - Luta popular, de origem africana, muito praticada nos municípios de Cachoeira e Santo Amaro e capital da Bahia. Executam-na ao som do pandeiro, ganzá, berimbau e cantigas. A tradição indica o batuque como de procedência banto.
Batuqueiro - Praticante da luta "batuque". (Fonte: Aurélio)
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